10 Jogos de Corrida que Marcaram A Minha Vida

Autoria: João Carlos Castro

Edição, revisão e legendas: Júnior Malacarne

Imagens: Internet


Fala rapaziada, estou de volta aqui no blog com a terceira parte da série de jogos que marcaram minha vida. Desde pequeno, os jogos de corrida sempre tiveram um lugar especial no meu coração. Cada título que joguei marcou um pedaço da minha história, desde as tardes simples na frente da TV até os dias em que reunia amigos para disputar quem era o mais rápido. E é isso mesmo que você leu no título, são 10 jogos de corrida que marcaram a minha vida, e olha que tive que deixar alguns de fora. Essa lista não é só sobre videogames, mas sobre lembranças que carrego comigo até hoje — cada jogo, um pedaço da minha estrada gamer. Nesse artigo vou apresentá-los na linha do tempo da minha vida, bora lá!


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1 - Enduro, do Atari 2600: Lançado em 1983 pela Activision para o Atari 2600, Enduro é um clássico absoluto dos jogos de corrida. O objetivo era simples: ultrapassar um número determinado de carros a cada dia para continuar correndo. 

Enduro era um dos jogos que tinham na memória do meu primeiro videogame, o Memory Game da Milmar. Na época eu já tinha jogado na casa de amigos, mas a sensação de tê-lo disponível 100% do tempo era demais. Mas o que impressionava era a forma como o jogo simulava mudanças climáticas e de iluminação, dia, noite, neve e neblina, algo revolucionário para a época. Mesmo sendo um jogo já ultrapassado para época (1998, 1999, já não me lembro com exatidão), me diverti muito com ele.


2 - F1 Pole Position 2, do Super Nintendo: Desenvolvido pela Human Entertainment e lançado em 1993 para o Super Nintendo, esse jogo trouxe a Fórmula 1 para dentro de casa de uma forma envolvente. Com gráficos coloridos e sons marcantes, ele permitia escolher equipes, pilotos e disputar em pistas inspiradas na temporada real.

Meu piloto favorito era Michael Schumacher que na data de lançamento do jogo estava iniciando sua carreira na Fórmula 1 ainda pela Benetton e quando tive a oportunidade de jogá-lo já estava no auge de sua carreira. Gostava muito de assistir as corridas da F1 e de dentro daquele carro pixelado em verde e amarelo (é a lembrança que tenho rsrs), foi a primeira vez que um jogo conseguiu me aproximar do mundo da Fórmula 1 de verdade.


Enduro, do Atari 2600 (acima), e F1 Pole Position 2, do SNES (abaixo): as primeiras gerações de consoles trouxeram os circuitos de corrida para nossas nostálgicas TVs de tubo!


3 - Top Gear 2, do Super Nintendo: Lançado pela Kemco em 1993, Top Gear 2 é até hoje lembrado como um dos maiores clássicos de corrida do Super Nintendo. Diferente do primeiro jogo, aqui tínhamos a possibilidade de personalizar e melhorar os carros com upgrades — motor, pneus, transmissões e até turbos. A trilha sonora é simplesmente inesquecível, um dos maiores ícones dos jogos de corrida daquela geração.

Minha memória afetiva com Top Gear 2 é gigantesca: passava tardes inteiras com amigos disputando corridas, por esse motivo ele está no meu top 10 de Snes.  A tv de tubo chegava a esquentar de tanto tempo que ficava ligada. Foi um dos jogos que mais fortaleceu minha paixão por corridas.


4 - Lamborghini American Challenge, do Super Nintendo: Originalmente lançado para Amiga e PC em 1992, o jogo chegou ao Super Nintendo em 1994 pelas mãos da Titus Interactive. Lamborghini American Challenge era um título que misturava corrida e estilo de vida, permitindo ao jogador disputar provas de rua, ganhar dinheiro e até fazer apostas para aumentar os ganhos.

Achava Lamborghini bem parecido com Top Gear, porém, o diferencial do jogo era a presença de personagens, Pam, Joe e Sly, e o sistema de apostar dinheiro nas corridas. A sensação de dirigir carros esportivos pelas estradas americanas, enfrentando rivais e desafios, era única. Para mim, foi um jogo que me fez sonhar com a experiência de dirigir uma supermáquina na vida real. Além disso, ele tinha uma pegada mais adulta, com elementos de risco e recompensa, o que o tornava diferente de tudo o que eu já havia jogado.


Top Gear 2 (acima) e Lamborghini American Challenge (abaixo), ambos do SNES: os 16 bits trouxeram corridas cheias de estratégias e experiências variadas que nos mantinham por horas em frente à TV


5 - Gran Turismo 2, do PlayStation 1: Lançado em 1999 pela Polyphony Digital para o PlayStation 1, Gran Turismo 2 é um marco na história dos simuladores de corrida. Com mais de 600 carros licenciados e dezenas de pistas, o jogo impressionava pela fidelidade na condução de cada veículo. 

Gran Turismo foi um verdadeiro divisor de águas dos jogos de corrida. Mas me lembro que, quando tinha o PS1, época em que reinava a pirataria, não se encontrava um CD do primeiro GT que salvasse as partidas, o que impossibilitava dar sequência no jogo. A solução então foi partir logo para o segundo. Passei horas e horas tentando conquistar novos modelos e melhorar minha performance nas pistas. O sistema de licenças, corridas com duas horas de duração, eram desafiadores, exigindo do jogador paciência, treino e estratégia. GT2 proporcionava uma experiência de imersão quase real.


6 - Fórmula 1 2000, do PlayStation 1: Desenvolvido pela Studio 33 e publicado pela EA Sports, esse jogo trouxe a temporada completa de Fórmula 1 do ano 2000 para o PlayStation 1. Contava com todos os pilotos, equipes e circuitos oficiais, além de gráficos realistas para a época e um sistema de jogabilidade que tentava equilibrar simulação e acessibilidade.

Esse marcou pela oportunidade que proporcionou de correr com um piloto brasileiro que estava voando baixo naqueles anos, Rubens Barrichelo na Ferrari. A intenção era de, pelo menos nos videogames, ver o nosso querido e injustiçado brazuca ser campeão da F1. O salto de qualidade e realismo que o PS1 trouxe para a época foi algo fora do comum e nesse jogo não foi diferente: pilotos, carros, pistas, treinos, largadas, curvas e retas, pit stop, conversa pelo rádio, tudo perfeito.


Gran Turismo 2 (acima) e Fórmula 1 2000 (abaixo), ambos do PS1: para sonhar que estávamos pilotando nos campeonatos de elite do automobilismo, a imersão que o 32 bits da Sony nos proporcionava nas pistas virtuais era espetacular!


7 - Tokyo Highway Battle, para PlayStation 1: Conhecido também como Shutokou Battle no Japão, o jogo foi lançado em 1996 pela Genki e publicado pela Jaleco. O foco era nas corridas clandestinas nas rodovias de Tóquio, trazendo uma atmosfera única de desafio e rivalidade. Diferente dos simuladores tradicionais, ele apostava em um estilo mais urbano e estilizado.

Esse jogo tem história, que inclusive já contei aqui no blog, mas vale a pena relembrar de forma resumida. Comprei esse jogo no shopping popular como Velozes e Furiosos e passei muitos anos da minha vida acreditando realmente estar jogando com os carros dessa aclamada franquia de filmes. Nunca me toquei que o nome do jogo na tela inicial era diferente da capa. Mas isso não foi motivo para não me divertir bastante com ele, e por isso ele está aqui nessa lista.


8 - Need for Speed: Underground, do PlayStation 2: Lançado em 2003 pela EA Games, esse título marcou uma nova era para a franquia Need for Speed. Inspirado pela febre do tuning e pelo sucesso da franquia Velozes e Furiosos, o jogo trouxe personalização profunda de carros, trilha sonora marcante e corridas noturnas cheias de estilo.

Conheci Need for Speed ainda no Play 1, mas no console branquinho da Sony Gran Turismo estava muito à frente do seu tempo e não tinha jogo de corrida melhor. Quando comprei o PlayStation 2 o primeiro jogo de corrida que joguei foi NFS Underground, e fiquei tão fascinado que nem cheguei a jogar os Gran Turismo desse console. NFS não trazia o grande número de carros que GT tinha mas a sensação de velocidade pelas ruas, que às vezes era acompanhada por perseguição policial, era fenomenal e fazia a adrenalina subir. Outro diferencial do jogo era o mundo aberto, que proporcionava a oportunidade de correr por todo o mapa em busca de corridas. Além disso, o jogo também se destacava pelas modificações que eram possíveis fazer no carro, que iam desde motor até a lataria.


Tokyo Highway Battle, do PS1 (acima), e Need for Speed: Underground, do PS2 (abaixo): a adrenalina das corridas de rua cativaram com força a galera dos anos 90 e 2000


9 - Chaves Kart, do Xbox 360: Desenvolvido pela Slang em parceria com a Efecto Studios, Chaves Kart foi lançado em 2014 para Xbox 360. O jogo trazia os personagens da clássica série mexicana em corridas no estilo Mario Kart, com pistas inspiradas na vila e nos episódios mais famosos - e inclusive uma pista no Brasil.

Lembro da surpresa e da alegria quando descobri esse título. Poder correr com o Chaves, o Kiko, a Chiquinha e toda a turma era algo que remetia diretamente à infância diante da TV. E Chaves Kart tem um lugar especial no meu coração, porque foi ele o primeiro jogo que meu filho mais velho jogou ainda com 3 anos de idade. Passamos bons momentos nos divertindo em família com esse maravilhoso jogo. Para mim, Chaves Kart é diversão garantida e uma homenagem carinhosa a um ícone cultural que fez parte da vida de milhões.


10 - Carros 3: Correndo para Vencer, do PlayStation 3: Lançado em 2017 pela Avalanche Software e distribuído pela Warner Bros. Interactive, esse jogo chegou para PlayStation 3 (além de outras plataformas), baseado no filme da Disney Pixar, Carros 3. Com jogabilidade acessível e visual colorido, o título é focado em diversão para todas as idades.

Foi o primeiro jogo que comprei para o meu PlayStation 3 quando o adquiri em 2020. Todo mundo aqui em casa era muito fã do Relâmpago McQueen, já assistimos todos os filmes diversas vezes e esse jogo serviu para, mais uma vez, todos nós nos reunimos na frente da telinha. A fidelidade ao filme nos cativou, com todos os personagens presentes, pistas em cenários icônicos do desenho, em um jogo que além de disputas na velocidade também tinham as disputas nos modos de corridas de batalhas, derrubada, desafio da melhor volta e até um modo de show de acrobacias, tudo isso era demais. Carros 3 foi um fechamento perfeito para essa minha lista de memórias.


Chaves Kart, do Xbox 360 (acima), e Carros 3: Correndo para Vencer, do PlayStation 3 (abaixo): pura diversão e muita nostalgia nas corridas da 7ª geração de consoles


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Olhar para essa lista é como abrir um álbum de memórias. Cada jogo não é apenas um título de corrida com gráficos e jogabilidade: é um pedaço da minha vida, marcado por risadas, descobertas, desafios e até sonhos de infância. Desde o simples Enduro no Atari até a imersão cinematográfica de Need for Speed: Underground, cada um deixou sua marca em mim. Alguns me fizeram sonhar em ser piloto, outros me mostraram a beleza da imaginação e da nostalgia, como foi o caso de Chaves Kart e Carros 3.

Esses jogos mostram que a corrida vai além da pista. Ela é sobre o caminho que percorremos, sobre as histórias que vivemos ao lado de amigos, familiares ou até sozinhos diante da tela. São lembranças que não ficam guardadas apenas na memória, mas que continuam acelerando o coração cada vez que penso nelas.

No fim das contas, percebo que os jogos de corrida sempre representaram algo maior: a busca pela superação, pela velocidade, mas também pelo simples prazer de estar no volante, vivendo momentos únicos. E talvez seja justamente isso que me faz sorrir até hoje quando lembro dessas corridas virtuais — porque, no fundo, elas continuam correndo dentro de mim.



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